Escalas de Avaliação
O que são
Para mensurar os resultados do protocolo TCI, são utilizadas escalas de avaliação que mensuram o uso do membro em ambiente real, assim como a habilidade funcional do mesmo.
O grupo TCI disponibiliza os manuais de aplicação das escalas já publicadas e traduzidas para o português – Brasil.
Faça o download das Escalas e Manuais gratuitamente clicando nos botões abaixo.
Wolf Motor Function Test - WMFT
- Objetivo: Avaliar a habilidade funcional do membro superior afetado em pessoas com hemiparesia.
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Como funciona: O paciente realiza uma série de 15 tarefas padronizadas, como pegar objetos ou levantar o braço.
Avalia-se:
– Tempo para completar cada tarefa
– Qualidade do movimento (em versões adaptadas). -
Usado para: Medir a eficácia de intervenções como a Terapia por Contensão Induzida (TCI).
Motor Activity Log - MAL
Objetivo: Avaliar o uso funcional do braço parético na vida diária do paciente.
Como funciona: É uma entrevista estruturada, onde o paciente responde sobre o quanto (Amount of Use – AOU) e com que qualidade (Quality of Movement – QOM) usa o braço afetado para atividades do dia a dia (ex: escovar os dentes, pegar um copo).
Escala subjetiva: Vai de 0 a 5 para cada aspecto.
Importante para: Verificar a transferência de ganhos terapêuticos para a rotina do paciente.
Graded Wolf Motor Function Test - GWMFT
- Objetivo: O GWMFT é uma versão modificada do tradicional WMFT, desenvolvida para oferecer uma avaliação mais sensível da qualidade do movimento em pessoas com comprometimento motor mais severo.
- Diferença principal: Além de manter a mensuração do tempo de execução das tarefas (como no WMFT original), o GWMFT introduz a Sessão B, que inclui uma escala ordinal de avaliação qualitativa do desempenho motor. Essa modificação permite captar mudanças sutis na qualidade do movimento ao longo da reabilitação, especialmente em indivíduos com maior grau de acometimento, para os quais as tarefas do WMFT original podem ser menos responsivas.
Graded Motor Activity Log - GMAL
Objetivo: A GMAL é uma versão aprimorada do Motor Activity Log (MAL), desenvolvida pelo nosso grupo Contensão e publicada em revista internacional. Seu principal objetivo é oferecer uma avaliação mais sensível e detalhada do uso espontâneo do membro superior em atividades do cotidiano.
Como funciona: A GMAL mantém o formato de entrevista do MAL, mas refina os critérios de pontuação com descrições mais específicas, permitindo distinguir com maior precisão os níveis intermediários de uso e qualidade do movimento. Além disso, adapta a seleção das atividades questionadas ao paciente, incluindo tarefas consideradas mais fáceis e factíveis para pessoas com acometimento motor severo — o que amplia a aplicabilidade clínica do instrumento nesse perfil populacional.
Lower Extremity Motor Activity Log - LE-MAL
- Objetivo: Avaliar o uso funcional da perna afetada em atividades do cotidiano (como andar, subir escadas).
Como funciona: Semelhante ao MAL, é uma entrevista estruturada, com perguntas sobre a frequência e qualidade de uso do membro inferior nas atividades diárias.
- Importância: Ainda que menos comum que as escalas para membro superior, é essencial para avaliar intervenções que visam a reabilitação da marcha e mobilidade.
Lower Extremity Motor Function Test - LE-MFT
- Objetivo: Avaliar a capacidade funcional dos membros inferiores durante a realização de tarefas motoras
- Como funciona: O participante realiza 16 tarefas funcionais padronizadas, envolvendo atividades como levantar-se, deslocar-se e realizar outras tarefas com os membros inferiores. O desempenho é avaliado considerando a qualidade do movimento, o tempo de execução e o uso de órteses e dispositivos assistivos.
Pontuação: Cada tarefa possui uma escala específica de Habilidade Funcional (HF) e é cronometrada. A avaliação também considera o uso de órteses e dispositivos assistivos.
Importante para: Quantificar a capacidade funcional dos membros inferiores e acompanhar mudanças no desempenho motor ao longo do tempo.
Wheelchair Mobility Activity Log - WC-MAL 2.0
- Objetivo: Avaliar o uso da cadeira de rodas manual durante atividades de mobilidade na vida real de pessoas com lesão medular.
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Como funciona: É uma entrevista semiestruturada com 20 atividades cotidianas, na qual o indivíduo relata como utilizou sua cadeira de rodas em seu ambiente habitual durante a última semana.
Escalas: Avalia Frequência, Desempenho e Assistência, com pontuações de 0 a 5. Pontuações mais altas indicam maior frequência de uso, melhor desempenho e menor necessidade de assistência.
- Importância: Compreender como a pessoa utiliza sua cadeira de rodas em situações reais de mobilidade e acompanhar mudanças na sua funcionalidade.
Guia Prático TCI
Melhore o uso do seu braço após o AVC
O AVC pode trazer muitas mudanças para a vida da pessoa e de sua família. Nessa fase, ter acesso a informações confiáveis faz toda a diferença para apoiar a recuperação e melhorar a qualidade de vida.
Pensando nisso, elaboramos este livreto gratuito, com orientações práticas e acessíveis sobre cuidados no dia a dia, estratégias de reabilitação e dicas que ajudam pacientes e familiares a enfrentarem esse momento com mais segurança e confiança.
A publicação foi realizada pelo grupo GFTI Neuro do PPGFT/UFSCar, como parte do doutorado de Isabella de Souza Menezes, com coautoria de Thainá Padovani e orientação de Natália Duarte Furtado.
O download é gratuito e está disponível logo abaixo.
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Para citar essa obra: MENEZES, Isabella de Souza; SANTOS, Thainá Padovani dos; PEREIRA, Natalia Duarte. Guia prático: melhore o uso do seu braço após o AVC: um guia simples de como recuperar o uso do braço após um AVC com a terapia por contensão induzida. São Paulo: Ed. dos Autores, 2025. ISBN 978-65-01-69319-4.
Artigos
Confira nossos artigos publicados
Para fortalecer a prática baseada em evidências, reunimos aqui as principais publicações científicas do nosso grupo sobre a Terapia por Contensão Induzida (TCI).
São estudos nacionais e internacionais que abordam desde os fundamentos da técnica até os resultados clínicos em diferentes populações. Você encontrará artigos sobre protocolos, escalas de avaliação, adaptações pediátricas, uso de tecnologias digitais, além de contribuições relevantes para o avanço da neuroreabilitação funcional.
A ciência é o que nos move e o que move nossos pacientes também.